Sobre o “mantra” da autonomia imposto pelos mesmos que se dizem oposição ao SINTE

Lamentavelmente, mais uma vez, os mesmos tentam desarticular a organização do SINTE-SC, atacando justamente o que identifica o maior Sindicato do Estado: autonomia. No discurso dos mesmos, a narrativa e o repertório sobre a autonomia sustentam-se por uma espécie de "mantra", que, numa repetição frenética e frequente, deixa pouco espaço à reflexão acerca da chamada autonomia. Porém, há um desprezo pela inteligência dos filiados do SINTE, uma vez que acreditam que os filiados não investigarão os artigos do Estatuto, onde não encontrarão a tal autonomia para contratação de assessorias jurídicas, nas Regionais. De forma objetiva, cabe considerar que o papel das Regionais é propositivo, no campo das ideias e sugestões, procedimento pouco presente na dita “oposição” ao SINTE-SC.  

Justamente quando a humanidade busca salvaguardar-se da pandemia, o que vemos, na chamada “oposição”, é um permanente discurso inócuo, estruturado na transferência de responsabilidades, que assim tenta alardear: "nós achamos que esse Sindicato deve…". Isso traduzido representa que alguém tem a obrigação de fazer pela “oposição” ao SINTE, que se opõe à maioria dos trabalhadores, a qual, democraticamente, elegeu está Diretoria.

A tática dos mesmos, então, é manter uma crítica permanente ao Jurídico do SINTE, e o  "carro-chefe" é o assédio moral. Trata-se de uma incidência frequente nas Escolas, na tentativa de ‘magnetizar’ trabalhadores e trabalhadoras em educação, por todo o Estado. O objetivo, neste movimento contrário, é chegar à adesão incondicional à causa da autonomia. Evidentemente, o ingresso nessa formulação acontece a partir de uma prática maniqueísta, onde, por essa ‘ordem filosófica’, o mundo se divide entre os bons e os maus – polarização impingida na categoria. Sendo assim, os ‘autonomistas’ são os bons, e os que discordam deles (os mesmos) são (somos) os maus. Assim segue o maniqueísmo em curso, buscando desestabilizar todo o nosso movimento sindical, nesses tempos difíceis de lutas em defesa dos direitos já conquistados.

Vale destacar, ainda, que a pandemia criou ambiente ‘fértil’ ao oportunismo, em todos os setores e instituições. O mesmo acontece no SINTE-SC, onde a chamada "oposição", diante da percepção de insuficiência política em mostrar ‘serviço’ à categoria, junto às suas bases, parte para o ataque irrefletido contra a Direção Executiva e o Conselho Deliberativo do SINTE, instâncias consagradas pelos Fóruns Congressuais, democraticamente construídos.

Por outro lado, numa encenação dissimulada, na última reunião do Conselho Deliberativo, assistimos uma manifestação da “oposição”, apelando à “unidade política do Sindicato”. Nos dias subsequentes, os mesmos publicaram uma carta acusatória, repleta de inverdades e insinuações provocativas, com notório intento de transformar o SINTE, em campo de batalha destrutivo, para dividir a categoria, e, mais uma vez, tentar polarizar.

Cientes do movimento oportunista e tendencioso, não aceitaremos a provocação polarizadora. Por isso mesmo, nossa tarefa continua sendo mobilizar a luta em defesa da saúde e da vida dos catarinenses, que estudam e trabalham nas escolas. Não desviaremos o foco do governo do Estado, que ameaça reabrir as unidades escolares, justamente neste período de crescimentos dos índices de contaminação e mortes por Covid-19. Da mesma forma, priorizamos nossas inteligências e força de união, para garantirmos os empregos da nossa categoria: eis o nosso  compromisso.

Diante do desafio oportunista que nos é imposto, não abandonaremos as trincheiras, em defesa de todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação, e em defesa da saúde e da vida de todos os catarinenses. Nosso compromisso vai além de uma polarização forjada com inverdades e sede de poder. Prosseguiremos com a segurança de quem prioriza o coletivo, e trata com respeito o atendimento sindical e todas as lutas em defesa da categoria e da educação.

SINTE-SC: Em defesa da saúde e da vida!

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