Desde o início deste ano, o Governo Moisés ameaça que poderá não pagar os 50% do 13º salário, que historicamente é pago aos servidores no mês de julho. Contudo, o crescimento de mais de R$ 1 bilhão na arrecadação, dá condições para que o poder executivo garanta o pagamento, cuja primeira parcela custa aos cofres cerca de R$ 150 milhões, assim como o reajuste do Piso Nacional, que este ano foi de 4,17%. O Governo está fora da lei, pois a atualização da carreira deveria ter sido paga em janeiro.
Logo, espera-se que o governo Moisés honre o compromisso histórico do governo com os seus servidores, pois além do aumento de arrecadação também há a programação financeira do estado, de acordo com a Lei Orçamentária.
Nos cinco primeiros meses de 2019 a arrecadação líquida do governo estadual atingiu R$ 11,2 bilhões, o que representa um aumento de 11,6% em relação ao mesmo período de 2018. Já o mês de maio foi o que registrou o maior crescimento mensal, de 16% em relação a maio do ano passado.
Receita líquida estadual
Outro resultado positivo para os servidores do poder executivo se refere ao comprometimento da Receita Corrente Líquida com despesas de pessoal referente ao primeiro quadrimestre do ano, que recuou quase um ponto percentual alcançando 47,71%, o que gerou uma folga em torno de R$ 300 milhões para atingir o limite máximo estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Ou seja, só não paga se não quiser.