A valorização dos Trabalhadores em educação não fez parte da discussão do IDEB 2015

 

A valorização dos Trabalhadores/as em educação das escolas brasileiras não consta na avaliação do IDEB de 2015, inclusive contém vários limites, sendo assim, os resultados não poderiam ser diferentes, ou seja, é desanimador principalmente no ensino médio. Entretanto, essa avaliação não leva em conta as questões estruturais, a formação docente e o salário dos trabalhadores/as.

O governo de Santa Catarina tem demostrado uma grande incompetência nos últimos anos, pois não consegue fazer com que o índice do ensino médio possa ser alcançado, essa é a demonstração de falta de dialogo com os trabalhadores/as e uma relação com os estudantes. Não adianta o governo falar em educação e não fazer nada na prática.

As políticas públicas da rede estadual tem que dar conta de propor soluções, principalmente para o ensino médio, que já no IDEB de 2013 Santa Catarina não alcançou a meta que era de 4.0, ficando em 3.6. Em 2015 a meta era 4.4 e ficou em 3.4. Está demonstrado pelos números apresentados pelo IDEB que o ensino médio em Santa Catarina deve mudar, e essas mudanças passam pela valorização dos professores/as, pela pesquisa pedagógica e politicas públicas efetivas para educação.

As escolas não podem ficar no passado devem mobilizar toda comunidade fazendo discussões para colocar em prática a reorganização escolar, pois há a necessidade de uma nova pedagogia. É preciso criar um ambiente onde o/a trabalhador/a e o/a educando/a se sintam valorizados, ou seja, deve-se criar um ambiente onde o estudante queira aprender. A educação não se faz apenas no discurso, necessitamos de uma solução estrutural.

O ensino médio apresenta muitas dificuldades e o governo estadual deve buscar uma saída concreta para essa etapa da Educação. Nesse sentido, não concordarmos com o modo como que são feitas essas avaliações em larga escala, pois são insuficientes para avaliar a educação como um todo, é importante dizer que muito mais do que quantificar a educação devemos qualifica-la. Por isso, deve-se levar em conta a situação socioeconômica das famílias, as políticas de valorização dos profissionais, as condições de infraestrutura das escolas e os aspectos físicos adequados para acessibilidade aos equipamentos e materiais didáticos que garantam a qualidade social da Educação.

Para garantir o direito à educação a todos com qualidade social, é necessário que os estudantes compreendam o que estão aprendendo e como estão sendo avaliados. Os índices do ensino médio de Santa Catarina tem se mantido abaixo das metas estabelecidas, e ainda houve regressão. Não podemos aceitar as avaliações em larga escala, onde apenas se codificam os resultados e se avalia o desempenho em duas áreas, que são a leitura e o cálculo. As metas não são atingidas no ensino médio por que falta, efetivamente, que a educação catarinense seja tratada como política pública de Estado e não de Governo.

 

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