"Ninguém solta a mão de ninguém" é o tema da campanha da CNTE pelo Dia Nacional e Internacional de Luta Contra a LGBTfobia. A data comemorativa foi instituída quando a Organização das Nações Unidas (ONU) retirou, em 1990, a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças (CID). A CNTE defende a formação de pessoas comprometidas com a cidadania e o respeito às diferenças e vem trabalhando para construir uma escola sem LGBTfobia.
Após a apuração das urnas confirmar Jair Bolsonaro como presidente do Brasil, uma imagem viralizou nas redes – duas mãos entrelaçadas com uma flor ao centro com a frase “Ninguém solta a mão de ninguém”. A autora da imagem, a tatuadora mineira Thereza Nardelli, sintetizou o sentimento de solidariedade que brotou entre brasileiros – especialmente por parte da população LGBT, negra, feminina e indígena – diante das incertezas com o futuro do país.
A jornalista Lourdes Nassif conta que essa frase era dita nos barracos improvisados onde funcionava o Curso de Ciências Sociais da USP, nos Anos de Chumbo. De noite, quando as luzes das salas de aula eram repentinamente apagadas, os estudantes buscavam as
mãos uns dos outros e se agarravam ao pilar mais próximo. Depois, quando as luzes acendiam, faziam uma chamada entre eles. Muitas vezes acontecia de um colega não responder, pois já não estava mais lá.
A frase se tornou um símbolo de força e resistência às declarações e atitudes homofóbicas, racistas, misóginas e cruéis que marcaram a trajetória de Bolsonaro até a presidência. "Na atual conjuntura, segurar a mão de outro é acolher a si próprio; pois nesse desgoverno estamos todos e todas ameaçados! Olhar com carinho e respeito, amar e proteger são essenciais nesse momento de total ausência dos elementos fundamentais da democracia!", destaca o secretário de direitos humanos da CNTE, Christovam de Mendonça Filho.
Em 2019, a CNTE vai manter a luta por uma escola pública, laica, democrática, de qualidade e livre de lgbtfobia! Para ampliar o alcance dessa campanha, a Confederação lançou um cartaz e um jornal mural com dicas de leitura e as principais notícias sobre o tema, material que está disponível gratuitamente para divulgação.
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Fonte: CNTE
O SINTE/SC também está com a Campanha "Não transforme a sala de aula em sala de tortura" e encaminhou cartazes para as escolas.
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