Não teve arrego, trabalhadores protestaram em Audiência Pública de patrões

Postado em: 10/04/2017

 

O deputado federal Celso Maldaner, passou vergonha e encerrou a Audiência sem que ninguém pudesse proferir uma palavra em defesa da Reforma Trabalhista

Chamada pelo deputado federal, Celso Maldaner do PMDB, a Audiência realizado no dia 10 de abril no Plenário Osni Régis da Assembleia Legislativa de Santa Catarina – Alesc, tinha como propósito debater a Reforma Trabalhista, projeto em que o catarinense é relator. No convite, pouco divulgado e mantido sigilo até a última semana, dava como objetivo da audiência ser o momento de debater as propostas entre empresários e trabalhadores, porém nenhum representante dos trabalhadores foi convidado para o debate, a não ser um representante de federação dos agricultores que não será afetado diretamente pela reforma e é conhecido no movimento sindical pelo atrelamento aos políticos do PMDB.

Celso Maldaner não esperava, nem ele e nem os outros que representam entidades patronais, que a casa do povo estivesse tão cheia de trabalhadores. Era visível o nervosismo e o desconforto por estar tão próximo dos trabalhadores e ter que justificar o injustificável: que será o trabalhador que vai pagar pela crise!

A mobilização organizada pela CUT e demais centrais sindicais, junto com a Frente Brasil Popular e o Fórum de Lutas, levou o grito dos trabalhadores catarinenses que não querem ter seus direitos retirados. Foi muito apitaço, muita palavra de ordem e muita vaia. “Se os políticos e empresários acham que terão arrego e poderão retirar os direitos dos trabalhadores, hoje demonstramos que não vamos aceitar calados. Se aprovarem essa reforma, eles não terão sossego”, afirma Adriana Maria Antunes de Souza, Secretária de Comunicação da CUT-SC.

Ao encerrar a audiência os representantes patronais como o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC, Glauco Côrte, o representante da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – FECOMÉRCIO, o representante da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina – FAESC, representante da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina – FACISC, José Valter Dresch, representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura FETAESC e o deputado federal de São Paulo, Vitor Lippi do PSDB, tiveram que sair pelas portas dos fundos.

Entre as propostas da Reforma Trabalhista está o aumento da jornada de trabalho para até 12 horas diárias, a diminuição do intervalo de almoço para 30 minutos, o parcelamento das férias, o pagamento do décimo terceiro em até 12 vezes e várias outras propostas que retiram ou diminuem direitos. A previsão é que até dia 19 de abril seja votada na Câmara dos Deputados e, se aprovada, segue para apreciação do Senado Federal.

A CUT-SC está organizando uma série de protestos para pressionar os deputados catarinenses para votarem contra essa reforma, além da greve geral do dia 28 de abril, várias manifestações vão ocorrer ao longo do mês de abril, que promete ser de muita luta e resistência dos trabalhadores.

Escrito por:

Sílvia Medeiros

Assessora de Imprensa CUT/SC
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